NOTA DE REPÚDIO: Declaração de Bolsonaro sobre o assassinato de Fernando Santa Cruz é abjeta, repugnante e torpe

NOTA DE REPÚDIO

Declaração de Bolsonaro sobre o assassinato de Fernando Santa Cruz é abjeta, repugnante e torpe

O Comitê Paulista por Memória, Verdade e Justiça (CPMVJ) vem a público externar sua profunda indignação e repúdio à declaração pública do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que “se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto p’ra ele”.

Trata-se de uma declaração abjeta, repugnante e torpe. Fernando Santa Cruz, pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), foi sequestrado e assassinado por agentes da Ditadura Militar em 1974 — e seu corpo permanece desaparecido até a presente data. É mais um crime covarde da Ditadura Militar que continua impune, entre tantos outros cometidos entre 1964 e 1985.

É inaceitável que um presidente da República tripudie sobre a memória de uma pessoa desaparecida nessas condições, ou desdenhe dos familiares de tal pessoa. Pior ainda: comete crime quem, possuindo informações que permitam elucidar um crime, deixa de comunicar às autoridades competentes essas informações.

Se Bolsonaro conhece as circunstâncias da morte de Fernando Santa Cruz, ele tinha e tem por obrigação legal, como aliás qualquer cidadão, transmitir tudo o que sabe a quem de direito. Se não o fizer, estará incorrendo em delito.

Diante dessa agressão abominável, o CPMVJ manifesta sua total e ampla solidariedade ao presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, e aos demais membros da família Santa Cruz, assim como a todas as famílias das pessoas assassinadas pela Ditadura Militar e aos ex-presos políticos.

Por fim, o CPMVJ anuncia integral apoio à decisão da OAB de questionar a atitude de Bolsonaro perante o Supremo Tribunal Federal. Que ele seja chamado a explicar, perante essa corte, a sua sórdida declaração.

Tortura Nunca Mais! Ditadura Nunca Mais!
Viva a memória de Fernando Santa Cruz!

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