Estaduais e Municipais se mobilizam na Semana de Luta Unificada

Docentes de diversas seções sindicais do ANDES-SN participaram na última semana, 23 a 27 de maio, da Semana De Luta Unificada do Setor das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior (Iees/Imes). Técnicos, estudantes e outras categorias do serviço público estadual e municipal também se uniram, em seus respectivos estados e municípios, às atividades que incluíram panfletagens, aulas públicas e idas às respectivas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais para cobrar maior investimento na educação pública e no serviço e servidores público. A Semana integra o Plano de Lutas do Setor, aprovado no 35° Congresso do ANDES-SN, que ocorreu em janeiro deste ano, em Curitiba (PR).

Alexandre Galvão, 3º secretário e um dos coordenadores do Setor das Iees/Imes do ANDES-SN, ressalta que a mobilização realizada durante a semana foi de extrema importância para
dar visibilidade à luta dos docentes estaduais e municipais em defesa de mais recursos públicos para as instituições de ensino, contra a precarização e o sucateamento das Iees/Imes e também contra o arrocho salarial e em defesa do serviço público.

No Rio de Janeiro, os docentes das universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uerj) e da Zona Oeste (Uezo), em greve, realizaram na Semana de Luta Unificada do Setor das Iees/Imes uma passeata na terça-feira (24), em unidade com técnicos e estudantes, pelas ruas do centro do Rio de Janeiro. A comunidade acadêmica foi duramente reprimida pela polícia militar com bombas e gás de pimentas após a tentativa de ocupação das galerias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na quarta-feira (25), os docentes participaram também de uma audiência pública da Comissão de Educação da Alerj, realizada no Colégio de Aplicação (CAp-Uerj). Eles exigem o pagamento de bolsas atrasadas, mais investimentos e condições para o funcionamento das instituições, e o reajuste imediato dos salários de 2015. Nesta segunda-feira (30), os docentes da Uerj deliberaram pela continuidade da greve e na quarta (1) realizam vigília em frente à Alerj.

Os docentes da Universidade Estadual do Pará (Uepa), que deflagraram greve no dia 24 de maio, também se somaram à Semana de Luta. No dia 27, em conjunto com servidores e estudantes da universidade, realizaram um protesto na inauguração da XX Feira Pan-Amazônica do Livro, com o objetivo de sensibilizar a população sobre os motivos que levaram à greve na Uepa, e denunciar a situação de sucateamento da universidade. A comunidade acadêmica sofre com o corte de verbas e o descumprimento do acordo da greve de 2015, que inclui o reajuste salarial mínimo de 11,36%, realização de concurso público, atualização do Plano de Carreiras e ampliação do quadro de vagas para docentes.

Docentes e servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), ambos em greve desde o dia 18 de abril, realizaram durante a Semana uma reunião com o secretário de Administração do estado para tratar das reivindicações da comunidade acadêmica da Uespi. O encontro foi resultado da ocupação na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) no dia 18 de maio. No dia 25, a comunidade acadêmica se reuniu em ato público em defesa da Uespi na Faculdade de Ciências da Saúde para denunciar o sucateamento da instituição, a precariedade da carreira dos docentes e técnicos e o não pagamento de bolsas aos estudantes.

No dia 25 de maio, docentes, estudantes e técnicos das universidades estaduais do Ceará (Uece) e do Vale do Acaraú (UVA), em greve desde o dia 12 de maio, se uniram às demais categorias do serviço público estadual em um ato unificado, em frente ao Palácio do Governo, em defesa da educação pública e do serviço público estadual. Os docentes exigem o reajuste salarial imediato de 12,67%, fim da suspensão das promoções e progressões, e criticam o rompimento da data-base.

No Rio Grande do Norte, a Semana de Luta Unificada do Setor das Iees/Imes teve início no dia 23 com uma palestra sobre o “PLP 257 e seus impactos na classe trabalhadora”. No período da noite, os docentes participaram do debate “Conjuntura estadual e os impactos no funcionalismo público”, que contou com a participação de representantes do Fórum dos Servidores Estaduais. No dia seguinte, foi realizada uma palestra com o tema “Escola Sem Partido”, projeto que tramita no Congresso Nacional, que censura professores em sala de aula. Os docentes sinalizaram que irão aderir à paralisação geral do funcionalismo público estadual, que ocorrerá no dia 2 de Junho.

Os docentes das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) realizaram diversas paralisações no dia 24 de maio. Na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), além do fechamento dos portões, docentes de vários campi realizaram atividades de mobilização, com panfletagem, aula pública e rodas de conversa. Em apoio à manifestação, representantes dos servidores e estudantes da instituição participaram da mobilização. Já os docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) fizeram uma paralisação com forte adesão, e debates sobre o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016, que ataca frontalmente os servidores públicos. Na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), a comunidade acadêmica fechou o acesso à Av. Olívia Flores, em Vitória da Conquista, por quatro horas, para denunciar para a sociedade os graves problemas causados pela falta de recursos orçamentários e o processo de sucateamento do serviço público. Na Universidade Estadual de Feira de Santa (Uefs), docentes participaram de uma roda de conversa com o tema “PLP 257 e seus impactos nos servidores públicos federais, estaduais e municipais”, realizada na segunda-feira (23). Ao final do debate, os participantes indicaram ações políticas e jurídicas para barrar a aprovação do Projeto de Lei do governo federal. Também como parte da Semana de Luta Unificada, professores e estudantes da Uefs fizeram um ato público com panfletagem, na terça (24), em frente à Prefeitura de Feira de Santana. Durante o protesto, os manifestantes reivindicaram mais verbas para os serviços públicos, além de denunciarem o sucateamento das instituições educacionais e o arrocho salarial.

No Mato Grosso, os docentes da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat) deliberaram pela greve em assembleia realizada no dia 24 de maio. Durante a semana de Luta, realizaram protestos, saraus, debates e deram entrevistas para publicizar a situação da universidade. Eles protestam contra o desrespeito à Constituição Estadual por parte do governo do estado, que vem se negando a pagar a Recomposição Geral Anual (RGA), a que todos servidores públicos estaduais têm direito. Em Minas Gerais, os docentes dos campi de Ibirité e Frutal da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) estão em greve no início do mês de maio e seguem mobilizados.

Em São Paulo, os docentes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) paralisaram as suas atividades nos dias 23 e 24 de maio e realizaram uma rodada de palestras nestes dias para debater temas como o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o financiamento da Unicamp, a conjuntura nacional e seus impactos nas políticas públicas. No dia 25, os docentes decidiram paralisar novamente as atividades, a contar a partir de segunda (30), por três dias. Estudantes e técnicos da instituição estão em greve. Na Universidade de São Paulo (USP), os docentes iniciaram a greve nesta última segunda (30), com ato unificado em São Paulo. Na Unesp, a categoria está realizando rodada de assembleias para deliberar sobre a deflagração da greve.

Como parte da Semana de Luta Unificada, em Tocantins, a Associação de Professores da Fundação e Centro Universitário de Gurupi (Apug – Seção Sindical do ANDES-SN) promoveu um ciclo de debates no dia 24 sobre autonomia universitária e aposentadoria para os docentes da instituição. Os docentes, até o final do mês de junho, apresentarão à Fundação que gere a instituição, as propostas salariais, administrativas e sociais referente à categoria, visando homologar o acordo para que entre em vigência a partir de janeiro de 2017.

Saiba Mais

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Fonte: ANDES-SN

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