*** Assembleia dos docentes da UFABC aprovou participação na paralisação do dia 13/08 ***

Maria Caramez Carlotto

A assembleia dos docentes da UFABC realizada no dia 08/08/2019 aprovou participação na paralisação do dia 13 de agosto, terça-feira próxima.

A avaliação da assembleia foi de que, apesar do momento academicamente complicado para a UFABC, pela proximidade do final do quadrimestre, valia a pena, ainda assim, aprovar a paralisação porque a única chance que temos de reverter os ataques do governo à educação e ao conhecimento é demonstrar força nas ruas no próximo dia 13. Portanto, era importante uma decisão da assembleia nesse sentido para, primeiro, unir forças com as demais universidades, institutos e escolas públicas que vão aderir à paralisação e, segundo, respaldar sindicalmente os docentes que decidirem acatar a decisão da assembleia e aderir à paralisação.

Sabemos que qualquer paralisação das atividades de ensino, pesquisa e extensão traz um ônus enorme, dada a importância do que fazemos. No entanto, sabemos o quanto tem sido fundamental fazer grandes atos públicos em defesa da educação e do conhecimento no atual contexto.

Por isso, a decisão de parar, e que só faz sentido se for para nos mobilizarmos de fato no dia.

Para tanto, é imprescindível o engajamento de cada um e cada uma, individualmente, na divulgação do atos do dia 13. É importante escrever publicamente, em todas as redes que vocês puderem, porque estamos mobilizados em defesa da educação e do conhecimento.

O ato do dia 15 de março se massificou nos 4 dias anteriores ao evento, porque as pessoas começaram, espontaneamente, a dizer que iriam participar das atividades previstas e porque. Precisamos fazer o mesmo agora.

Por fim, a assembleia aprovou, também, o envio de uma nota solicitando à reitoria a convocação de um conselho universitário extraordinário para discutir o FUTURE-SE. A ADUFABC vai encaminhar, como subsídio à reunião, caso seja convocada, vários documentos produzidos até aqui justificando a posição da ADUFABC e da Assembleia no sentido de rejeitar – desde já – o programa, à semelhança do que fez, ontem, o Conselho Universitário da UFRJ. O que não significa, vale frisar, recusar-se a debater a agenda de mudanças que o programa propõe e que já está em pauta há muitos anos nas universidades. Por fim, uma nota será enviada à ANDIFES informando a posição da nossa assembleia.

Maria Caramez Carlotto
ADUFABC

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